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Modalidade
Campanha

CLUBE COOPERATIVO Chrono Trigger
Super Nintendo
Por Bispo Snake
Criado em 22 de abril de 2013
Este clube já foi visitado 1640 vezes.


    Para nós trocarmos dicas e idéias sobre o que, quiçá, é o RPG mais épico já criado.


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    Clube Cooperativo
    Este é clube do tipo campanha onde os participantes jogam cooperativamente. Não existe disputa de placar. Se você quiser inserir um placar manualmente, utilize a seção de Registro de Placares.

    18 comentários para
    Chrono Trigger

    1. Infelizmente nunca terminei Crono Traiguer.... eu fui bem longe na epoca em com um ingles praticamente inexistente.... o meu michaelis sem capa e com algumas paginas faltando esteve comigo nesses momentos...

      Ainda vou finalizar esse game.... estou aguardando um original com um preço bom, para fazer um crossover...
    2. Outro que amei e terminei, devo ter feito um terço dos finais. Segundo melhor jogo que peguei, tá milésimos abaixo do Final Fantasy VI. Tem uma cena em particular que me lembro de ter me dado um aperto no peito, que foi a da morte do Chrono. O Final Fantasy VI também tem muita coisa marcante mas o único que me deu essa sensação foi o Chrono mesmo.

      Lembro que quando joguei estava no primeiro colegial, próximo do final do ano. Tinha que ficar me dividindo entre os desafios do jogo e o de passar em química. Se a memória não me engana, o final das aulas e o do jogo acabou coincidindo, no dia que terminei, cheguei da aula e fui direto pra frente do PS1, só desgrudei da TV depois de ver os créditos.

      O enredo é coisa de doido, tem dezenas de referências, coisas para descobrir. Vale a pena ler a respeito. O sistema de combate é extremamente viciante. Os múltiplos finais garantarem boas horas de diversão. E a versão de PS1 que peguei tem as cenas em vídeo, que nunca vi caírem tão bem em um jogo, sempre nos momentos marcantes.

      Mais um que ainda vou encarar novamente. Para poder prestar mais atenção em alguns detalhes que não sabia, e para conseguir fazer o final exclusivo da versão de DS, que faz o elo de ligação entre o CT e o Chrono Cross.
      • Para poder prestar mais atenção em alguns detalhes que não sabia, e para conseguir fazer o final exclusivo da versão de DS, que faz o elo de ligação entre o CT e o Chrono Cross.

        Putz, não sabia que tinha isso... Vou pesquisar pra ver como faz esse final aí. Pena que o CT de DS agora virou relíquia na mão dos mercs, mas hei de ter um ainda...

        Saudade daqueles três disquetes contendo CT.ARJ dividido em três partes, rodando naquele Celeron 333mhz com 32mb RAM.
    3. Esse era um que eu não tinha jogado, mas faz uns 2-3 anos que matei a versão PS1 no PSP.

      Eu tenho de confessar que eu não sei o que eu tenho com esse jogo. Não tem motivo, eu fui até o fim para ver se mudava, mas... quanto mais eu insisto, mas me parece 'meh'. Não consigo gostar realmente dele...

      E, alias, preciso algum dia pegar a jogar o CCross para ver se a sensação é outra...
      • O Chrono Cross não tem nada de Chrono Trigger, cara.
        Absolutamente nada.
        Claro, digo isso com a experiência de ter ambos os jogos, ter terminado uns 6 ou 7 finais diferentes do CT, e ter começado a jogar o Chrono Cross com o ardor de quem vai jogar a continuação de um jogo qeu gostou MUITO.
        Foi jogar uma ou duas horas e perceber que é só o nome, praticamente. Claro que vou voltar a jogar do zero, e sem o fantasma do CT assombrando a jogatina, e aí avaliarei o jogo pelo que é, e não pelo que o marketing implantou na minha mente que seria para que eu gastasse meus rupees com ele.
        Mas sem dúvida, a sensação é outra, basta dizer que um é RPG do ápice dos 16 bits, e o outro é um RPG poligonal.
        • CC tem de ser jogado com a mente aberta. É um belo game, e recomendo que se jogue ele até o fim para ter a experiência completa.

          Porra, deu vontade de terminar ambos na sequência agora... Será que a Square nunca vai fazer um remake de CC?
      • Ah, eu sei que ele é bem diferente, que é mais uma tentativa de abrir outra franquia com Chrono como era Final Fantasy, sem ligações profundas entre os jogos e coisa e tal. Se não me engano a única ligação era que os eventos do Trigger causavam o Cross, e não muito além disso.
    4. Acho interessante que Crono, embora muita gente aqui goste mais de FFVI (como eu), é um jogo muito bem balanceado. Tudo nele é feito com perfeição, absorvendo o que havia de melhor nos rpg´s anteriores da Square. É como se ela tivesse "passado a limpo" tudo o que fez antes, em um só jogo.

      Talvez, ao meu ver, o que tenha elevado o Crono ao posto de melhor jogo de SNES e melhor RPG da Square e de todos os tempos (o que concordo, ele está acima de FFVI) foi o fato dele ter sido feito como um jogo com uma estrutura mais universalizada. Ele tem um roteiro grandioso e muito bem compassado, quase que feito para ser um filme. Gráficos, música e animações foram feitas de forma majestosa a dar suporte a isso. Sua estrutura narrativa é muito bem trabalhada. Ou seja, ele é um RPG facilmente absorvido por culturas diferentes, ao contrário do que acontece com muitos J-RPG´s (como os FF´s e DQ´s).

      As partes "chatas" de RPG foram limadas, pois você não precisa ficar lutando indefinidamente para subir de nível (sempre estamos mais ou menos em um level suficiente para vencer os obstáculos). Isso foi uma coisa muito bem pensada, pois fica ao jogador a escolha de parar e se fortalecer ou seguir adiante na história sem sofrer muito (lembro que quando terminei da primeira vez, demorei só para vencer Giga Gaia). Esse tipo de "grinding" aproximou jogadores menos pacientes e ajudou a desenrolar a narrativa de forma mais fluida, mantendo atenção constante ao jogo.

      Embora eu acho que roteiro / mecânica / dificuldade moderada sejam os fatores-chave de Crono, todo o resto complementa o game de forma a torná-lo um épico pois tudo foi feito com a melhor qualidade... acredito que roteiro e música se equiparam a FFVI, o melhor em história e música da Square estão nesses dois títulos.

      Claro que em jogos posteriores como FF8 (que tem uma trilha soberba) e FF7 (que tem uma aventura fantástica), a Square conseguiu manter seu padrão alto nos quesitos de som e roteiro... mas acredito que nada se compare a Chrono Trigger.

      Se existe um jogo perfeito, é ele. Não gosto tanto dele quanto de FF6, mas sem dúvida ele está em um patamar superior.
        • Profundidade ou drama? FFVI é mais dramático, mas Chrono é mais equilibrado, acho. E achei a história de Chrono profunda sim. Só que FFVI parece ter mais porque ele tem 14 personagens jogáveis, cada um com sua história, e Chrono tem 7. E enquanto FFVI tem mais subquests, Chrono tem menos subquests e mais finais... cada um dando uma perspectiva diferente da história...o que também dá profundidade ao jogo. Enfim, como eu disse, FFVI tem seus altos e baixos e Chrono é todo estável. Os dois melhores RPG´s da Square na era 16-32 bits na minha opinião.
        • Refiro-me à profundidade mesmo, prefiro usar o termo dramático em Final Fantasy VII, ainda que ele não perca seu mérito por conta disso.

          O jogo não fala praticamente nada do Lavos. Nada além dele ser um alienígena que habita a terra desde tempos remotos... mas nada de um motivo, uma razão ou por que dele fazer isso. Chrono não fala sobre o surgimento da magia ou porque diabos o Crono tem a relação com eletricidade ou Lucca com fogo, por que eles têm esses poderes? A história de Chrono é mais rasa, não é ruim, ela tem seus méritos...

          As questões que levantei ali em cima não são necessariamente tão profundas, são questões que naturalmente surgem (falo por minha experiência ao menos) com a trama e não são respondidas. Por isso que bato tanto a tecla na questão da profundidade.
        • Ai depende do que você chama de profundidade. Sua descrição soa bem mais ao contrário do que eu entendo pela palavra.
          Entendo profundidade como o quanto existe abaixo da superfície. O quanto se pode mergulhar na obra. O quanto existe implícito, passível de ser concluído, mas o não feito de forma descritiva. E nesse ponto, mesmo eu gostando de FF VI bem mais que de CT, eu acho CT bem mais (e bota BEM nisso) profundo que FF VI.
          Não que nenhum dos dois seja um grande exemplo de profundidade de enredo.
          Mas o Lavos justamente é um ponto dissonante pela profundidade dele. As intenções dele não estão implícitas, é verdade. Na verdade nem a consciência dele é explicitada. Mas ela é explorada de forma muito boa nas entrelinhas. E vamos para os spoilers.
          Lavos não troca uma palavra com os jogadores, mas ele tem uma relação muito interessante com a Queen Zeal. Existe uma certa improbabilidade, talvez impossibilidade, das ações dela com um Lavos instintivo, por exemplo. É um exemplo.
          FF VI é muito mais prescritivo, excessivamente detalhista, terrivelmente categórico. Ele cai na (infelizmente comum) armadilha de ampliar de mais o ponto de vista a ser passado para o jogador. Ele diz muito mais que o jogador precisa saber, ou que normalmente saberia estando no lugar dos personagens.
          Ao contrário, CT é bem mais focado, inventivo, sutil. Ele tem se foca principalmente no ponto de vista de um personagem em particular e, mesmo que as vezes caia na tentação de entrar na mente de outros personagens da party (o que eu considero, muitas vezes como um defeito. Mas que é praticamente regra do gênero), ele é muito eficiente em insinuar. Dar um aperitivo. Destilar pitadas de conhecimento para que o jogador tente chegar a suas conclusões.
          Por exemplo: se algo fica claro é que aparentemente nenhuma ação do Lavos é final. Será que existe uma força que reage a tudo que ele joga contra o que cerca ele, ou ele conscientemente modera o seu poder? Ou serão os dois? Existem indícios para esse tipo de reflexão no jogo. Mas eles tem de ser agrupados e trabalhados a partir de eventos separados...
        • Pois é, da minha parte, fico mais curioso em saber o que significa "drama" para vocês, Lobim e Travest! Será que é o mesmo para ambos?
    5. Creio que chegamos ao chamado "erro epistemológico", comum em discussões e um dos primeiros temas abordados em cursos de humanidades.

      Quando falo de profundidade, refiro-me à quantidade de informação que é dada sobre a história. Quanto mais informação, mais profunda é essa história. Quanto mais informações, mais você vai destrinchando o jogo e chegando perto das raízes, nas origens das coisas. O conceito de profundo que reforço tanto é com base nessa visão, ainda que a sua não seja, de forma alguma, desconsiderada. A meu ver, um jogo que deixa várias perguntas no ar não é tão profundo, não me contou mais coisas da história e me deixou na mão pensando sobre possíveis relações e o que de fato originou aquilo.

      Abrir o leque de visões, num RPG, a meu ver, é essencial. Sair de um único foco, entender mais a fundo o que acontece, não se limitar a visão de uma única pessoa. Final Fantasy VI faz isso com maestria... Chrono, como você mesmo diz, é mais focado. Isso pra mim é um defeito, mas não para você.

      Respondendo ao ZEMO: o conceito de drama também é algo que pode ser facilmente confundido... visto a sua metamorfose de significado historicamente falando. Nesse contexto, considerei drama como um exagero de um certo aspecto... pensemos por exemplo num apodrecimento de uma tangerina e uma pessoa que chora por conta disso, porque, sei lá, ela comprou e acabou deixando apodrecer... ela não necessitava ter chorado, a figura do choro, nesse caso, representa que essa é uma pessoa dramática, exagerada.
      • Lobim, sua ilustração para o dramático me lembrou o poema do Ferreira Gullar que mais gosto. Perdão por postar aqui, mas é preciso (embora seja off-topic total):

        OMISSÃO
        Ferreira Gullar


        Não é estranho
        que um poeta político
        dê as costas a tudo e se fixe
        em três ou quatro frutas que apodrecem
        num prato
        em cima da geladeira
        numa cozinha da Rua Duvivier?

        E isso quando vinte famílias
        são expulsas de casa na Tijuca,
        os estaleiros entram em greve em Niterói
        e no Atlântico Sul começa
        a guerra das Malvinas

        Não é estranho?
        por que então
        mergulho nessa minicatástrofe
        doméstica
        de frutas que morrem
        e que nem minhas parentas são?
        por que
        me abismo
        no sinistro clarão dessas formas
        outrora coloridas

        e que nos abandonam agora inapelavelmente
        deixando a nossa cidade
        como suas praias e cinemas
        deixando a casa
        onde freqüentemente toca o telefone?
        para virar lama.

        II

        É compreensível que tua pele se ligue à pele dessas frutas que apodrecem
        pois ali
        há uma intensificação do espaço, das forças
        que trabalham dentro da polpa
        (enferrujando na casca
        a cor
        em nódoas negras)
        e ligam
        uma tarde a outra tarde e a outra ainda
        onde
        bananas apodreceram
        subvertendo a ordem da história humana, tardes
        de hoje e de ontem
        que são outras cada uma em mim
        e a mesma talvez
        no processo noturno da morte nas frutas
        e que te ligam a ti através das décadas
        como um trem que rompe a noite
        furiosamente dentro
        e em parte alguma

        – é compreensível
        que dês as costas à guerra das Malvinas
        à luta de classes
        e te precipites nesse abismo
        de mel
        que o clarão do açúcar nos cega
        e diverte ser espectador da morte, que é também a nossa,
        e que nos atrai com sua boca de lama sua vagina
        de nada
        por onde escorregamos docemente no sono
        e é bom morrer
        no teatro
        vendo morrer
        pêras ardendo
        na sua própria fúria
        e urinando
        e afundando em si mesmas
        a converter-se em mijo, a pêra, a banana ou o que seja
        e assistes
        à hecatombe
        no prato
        sob uma nuvem de mosquitos

        e não ouves o clamor da vida
        aqui fora
        na rua na fábrica na favela do Borel
        não ouves
        o tiro que matou Palito
        e não ouves, poeta,
        o alarido da multidão que pede emprego
        (são dois milhões sem trabalho
        há meses
        sem ter como dar de comer à família
        e cuja história
        é assunto arredio ao poema).

        É a morte que te chama?
        É tua própria história
        reduzida ao inventário de escombros
        no avesso do dia
        e não mais a esperança
        de uma vida melhor?
        que se passa, poeta?
        adiaste o futuro?
      • Ah, vc dizia profundidade no sentido que geralmente se diz do "aprofundamento", não tanto da "profundidade" (para tentar diferenciar pelos termos mais comuns...). No que inglês se distingue in-depth ou thoroughly de depth.
        Particularmente eu acho o aprofundamento e a minúcia na descrição absolutamente secundários. Eles podem contribuir com a ambientação, claro, mas não necessariamente contribuem em fazer a história andar. Ainda mais quando se fala em um JRPG, onde as coisas são mais restritas à uma linha única, ela geralmente serve para distrair o jogador do que importa. Também muitas vezes destrói as nuances da narrativa.
        E eu, realmente, agora fiquei curioso com uma explicação mais aprofundada ( [sorriso] ) de em que a história ganha com um maior aprofundamento sem maior profundidade. Minha reação instintiva é bem ao contrário, e é parecida com algumas visões que eu tenho de uma certa (grande) parte da literatura fantástica: informação que deveria existir apenas como guia para o autor sendo publicada como forma de "punhetar" o leitor. Só serve para sobre-estimular o mesmo, mas não trás nada de relevante para a história. Rococó...
        Mesma coisa drama. Eu vejo drama como qualquer coisa que tenha impacto sobre os personagens. Quando existe um exagero nisso, se entra em uma pequena parte do drama, o melodrama.
        E aquilo, como dois jogos com uma linha de escrita derivada dos animes, mangás e afins, ambos são bastante melodramáticos. E eu ainda diria que FF VI é mais que CT. Kct, tem um trecho de Ópera ali dentro! Tem influências de Steampunk! Quer coisa mais melodramática que isso?

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