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Jogatina
vitoriosa

Neuromancer X D&D
Shadowrun (Super Nintendo)
Por Mike Cody
• Criada em 29 de agosto de 2016
• Essa jogatina já foi visitada 400 vezes.


    O objetivo: terminar o jogo.

    Jogatina no meu Wii hackeado, usando uma rom injetada. (⌐■_■)

    O título da jogatina se refere à temática de Shadowrun, um misto de cyberpunk e fantasia.

    6 comentários para
    Neuromancer X D&D

    1. Eu tenho bastante vontade de iniciar a jogatina de Shadowrun. Nunca joguei nem um pouco. Só não o fiz porque parece ser uma imersão de dezenas de horas. Talvez seja o único título nos 16bits reunindo essas características, sendo um RPG específico, com temática cyberpunk.
      • Parece ser bem longo, sim.

        Mas até agora isso não incomodou. A curiosidade em saber o que vem a seguir me prendeu bastante nas sessões que fiz até agora, é um jogo realmente intrigante.

        Desde domingo, devo ter umas dez horas de jogatina acumuladas. Só hoje foram cinco, seguidas, nem vi o tempo passar! Se não precisasse trabalhar amanhã, seguiria até cochilar com o controle na mão.
    2. Bem, por onde começar? Sempre vi o jogo ser descrito como um RPG de ação mas, pessoalmente, acho que também tem uns toques dos Adventures, daqueles antigos e bem cascudos. Isso porque: 1) começa sem te dar muitas dicas do que fazer (fiquei horas perdido no primeiro cenário); 2) há uma lista de temas que se pode apresentar aos NPCs para obter informações, às vezes o que eles dizem cria um novo tema para se questionar aos outros - logo, é melhor perguntar de tudo a todos que encontra; 3) é preciso coletar todos os itens possíveis, pois parece que serão necessários em algum momento posterior; 4) toda a ação e decisões são realizadas através de um cursor, podia muito bem haver a possibilidade de se utilizar um mouse, seria mais fácil de movimentar.

      Os gráficos não são lá essas coisas, assim como a parte sonora. Limitações de um jogo de 8 mega que deveria ter ao menos 16. Mas o jogo é muito, muito envolvente. E imprevisível.

      O jogador comanda necessariamente apenas um personagem, Jake Armitage - sendo o nome "Armitage" o de um personagem importante de "Neuromancer", de William Gibson, livro que é uma das maiores influências do movimento cyberpunk. Em sua jornada há a opção de contratar Shadowrunners, os profissionais do submundo: mercenários armados, magos, hackers e por aí vai. Detalhe: por tempo limitado. Caso morram em ação, reaparecem, vivos e bem, no local onde você os encontrou pela primeira vez. A forma mais comum de ataque é através de armas de fogo, mas nesse mundo também há magia. A mira é controlada por um cursor, e as batalhas são em tempo real.

      A cada quatro inimigos abatidos (acho) ganha-se um ponto chamado karma, que é utilizado para ampliar as habilidades de Jake. Particularmente preferi logo melhorar bastante a mira do sujeito, que no início é bem capaz de errar um elefante africano a meio metro de distância.

      E agora os spoilers.

      Depois de despertar em um necrotério e assustar os encarregados, que pensaram tratar-se de um zumbi (e eles têm motivos para isso, os cemitérios estão fervilhando de mortos-vivos), perdi bastante tempo até descobrir como salvar o jogo. Foi preciso encontrar uma chave e testar em toda porta que encontrei até achar meu apartamento, onde achei minha confortável cama. Há diversas camas no jogo, e é onde o jogo é salvo e os pontos de karma podem ser distribuídos (atirar em personagens que não oferecem perigo resulta na perda de pontos de karma).

      Depois de muitas conversas com os NPCs, boa parte do tempo infrutíferas, fui enviado por um amigo (talvez...) a um ferro velho onde ficaria fora do alcance dos matadores de aluguel que atacam Jake frequentemente. O local é governado por King, e o camarada só deixa sair quem pagar. Pouco dinheiro, fui obrigado a lutar em uma arena, que aliás paga muito bem aos sobreviventes. Saindo do ferro velho, comprei a arma mais cara e a melhor jaqueta (para defesa) que encontrei.

      A seguir, uma sequência de eventos: a descoberta do transporte coletivo gratuito, via monotrilho, podendo acessar a área inicial e mais outra, imensa; o encontro com a transmorfa que salvou Jake no começo do jogo; o espírito do Cachorro, que revela a Jake que ele é um shaman (oba, finalmente posso usar magia de cura); e [atenção que isso é spoiler mesmo] uma visita a um médico de rua revela que há uma bomba-relógio na cabeça de Jake, ativada quando o tal médico tentou consertar seu datajack defeituoso (o que o impede de acessar a Matrix, a Internet da história). O médico de rua diz para você procurar um outro, que esqueci o nome agora, que pode remover a bomba sem que sua cabeça exploda. Morri uma vez sem encontrar o grande Dr., sei lá, "Hans Chucrutes", e não volto àquele charlatão que consultei primeiro enquanto não encontrá-lo.

      Ordenado pelo espírito do Cachorro, encontrei e matei o shaman do Rato, oculto em um esgoto acessado por um mini-cemitério. Isso despertou outro espírito, chamado Jester Spirit, que ameaçou me matar em um encontro posterior caso não descubra seu verdadeiro nome ("Rumpelstiltskin" é meu primeiro palpite). E agora estou perdido de novo, sem saber como abrir um portão de bronze para acessar um clube para vampiros. Um clube para vampiros. Era só o que faltava...
    3. Finalmente encontrei o Dr. "Maplebear". O consultório do homem fica em uma parte da cidade que eu ainda não conhecia - seguindo a sudeste na única rua em que trafegam veículos. Caso de enxaqueca crônica explosiva solucionado, comecei a hackear todo computador que estava dando sopa, coletando dados e esvaziando contas.

      Depois de muita caminhada e conversas, o dono da loja de artigos mágicos me passou o contato do clube dos vampiros. O chefão dos dentuços se dispôs a me informar o nome verdadeiro do Jester Spirit em troca de um talismã com emblema de morcego. Ele me deu um nome e indicou a localização do dito cujo, mas hackeando o computador dele descobri que me passou a perna. Tenho até uma estaca de madeira para persuadi-lo a negociar direito, mas o local onde ele provavelmente se escondeu está fervilhando de mortos-vivos de um tipo mais forte. Já morri duas vezes lá. Preciso melhorar meus atributos e armamentos. Pelo menos roubei 10 mil nuyens do computador do tratante.

      O espírito do Scooby-Doo passou uma dica de magia de invisibilidade que poderia ajudar. Só preciso de dois recipientes, um com água limpa e outro com água suja. Água limpa tem no chafariz da área inicial do jogo. Água suja acredito que em vários lugares, mas não consegui coletar.
    4. A água suja (tóxica) consegui matando um monstro de meleca no navio onde o Jester Spirit se escondia. Mas o palhaço espiritual tinha que esperar a vez dele. Primeiro o vampiro mentiroso!

      Podendo ficar invisível por um curto espaço de tempo, os mortos-vivos não conseguiram me detectar e cheguei ao vampiro. Mas simplesmente mandar bala nele não deu muito certo. Conversas posteriores com os barmen da danceteria onde a Kitsune trabalha revelaram que além da luz do sol, luz estroboscópica deixava vampiros como que epiléticos, se debatendo no chão. Por acaso até tinham um jogo de luz portátil, que gentilmente se dispuseram a me emprestar...

      Mesmo com a estaca no pescoço o mentiroso insistia ter falado a verdade anteriormente. Após alguma violência, "Laughlyn" surgiu como o real nome do Jester Spirit. Sabendo que não podia confiar no dentuço, insisti mais um pouco, esperando ainda por outro nome. Ele não aguentou e morreu. Ops.

      A partir daí a história seguiu um rumo bem linear. Graças a um implante do Dr. Maplebear que acelera reflexos e à aquisição de uma metralhadora Uzi consegui dezenas de pontos de karma rapidamente, matando mortos-vivos no porão do vampiro. Bastou me esconder atrás de um caixão e mandar chumbo sem parar. Volta e meia um suspense, um entre meia dúzia dos que aparecia simultaneamente conseguia me alcançar, mas sempre morria após arrancar só um pouco de energia.

      Mais forte, retornei ao navio e aprisionei o Jester Spirit após dizer seu verdadeiro nome. Depois, a única possibilidade de ação foi invadir o edifício do Drake. Na cobertura, um assustado piloto de helicóptero aceitou me dar carona até a ilha do Drake, que por acaso era um dragão e, mesmo estando com todos os atributos no máximo, conseguiu me matar com certa facilidade usando baforadas de fogo. Indo por outro caminho consegui matar serpentes gigantes e coletar suas escamas, o que me permitiu utilizar a magia de proteção temporária, que age como um campo de força. Desta vez o Drake-dragão caiu!

      A última parada era o edifício de um sujeito chamado Aneki, o cabeça por trás da coisa toda. Antes, esperando o desafio da minha vida depois daquele dragão, procurei e achei upgrades para armas, jaqueta e uma armadura interna com o Dr. Maplebear. Resultado: já maximizado, fiquei praticamente invulnerável! Comecei a escalada, andar por andar, matando os mercenários fracotes, invadindo computadores (e jogando Campo Minado até enjoar...), até que... o jogo acabou. Invadi um computador que continha a Inteligência Artificial e quando saí, o prédio todo ficou como os jogos Metroid depois da morte da Mother Brain, contagem regressiva para explodir. Jake subiu até a cobertura, fuzilou sem dó o Aneki e seus capangas e fugiu no helicóptero dele. Fim!


      Fiquei um pouco decepcionado com a maneira como jogo ficou linear da metade em diante. Provavelmente porque me diverti tanto quando estava perdidão que queria mais liberdade. Mas é preciso ser justo, afinal a história tinha que amarrar as pontas soltas antes de terminar. Acredito que os criadores planejaram colocar mais elementos na trama mas passaram por privações, seja de memória disponível, recursos ou tempo. O fato de não ter conversado com a I.A., por exemplo; Mais envolvimento romântico com a Kitsune. Uma transformação de Drake de homem para dragão, como tinha sido sugerido. Uma luta final épica com Aneki, como esperado. Ou, finalmente, falando em pontas soltas, o coitado que está no chão, ferido, no escritório onde Jake encontra a chave de seu apartamento: quem será?

      Mas foi uma grande experiência, deixou aquele gostinho de "quero mais". Pena que as continuações que saíram nos últimos anos não sejam Adventure/RPGs como esta versão, e sim jogos de estratégia em turnos - tenho um monte desses na fila e nunca tenho coragem para encarar...


      Previsão para lançamento: simultâneo com Axelay 2. Mal posso esperar! \( ^_^) /♪

      P.S. - Eu me arrependi de ter usado uma rom injetada no Wii para a jogatina, o som ficou terrivelmente bugado. Teria sido muito melhor no Snes9x GX.

    Tabela de caretas e tags +
    Os comandos personalizados disponíveis são:
    [b] negrito [/b]
    [i] itálico [/i]
    [u] sublinhado [/u]
    [s] riscado [/s]
    [x] spoiler [/x]
    [-] bolinha indicadora de lista

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